domingo, 24 de dezembro de 2017

O mundo externo nos dá apenas opções, mas é nosso pulsar que cria a necessidade. É como a fome que cria iguarias mais gostosas ao paladar, e outras não tão atraentes assim. A complexidade nasce de dentro e não de fora. O objeto é secundário. O valor inicial está no que aniquilamos em nós mesmos (valores, ciências, percepções) que já não nos serve, em favor de incertezas que surgem constantemente nos sugando o tempo todo. Nietzsche dizia que aquele que aceita essa tal condição complexa, pois seria aquele que experimenta, que recria o tempo todo discernimentos, que abre mão e agarra seu presente... Agarra as ilusões e as tritura até que novos anseios, novas fomes e sedes apareçam, até que novos horizontes o absorvam (amor fati).