O mundo externo nos dá apenas
opções, mas é nosso pulsar que cria a necessidade. É como a fome que cria
iguarias mais gostosas ao paladar, e outras não tão atraentes assim. A
complexidade nasce de dentro e não de fora. O objeto é secundário. O valor
inicial está no que aniquilamos em nós mesmos (valores, ciências, percepções)
que já não nos serve, em favor de incertezas que surgem constantemente nos
sugando o tempo todo. Nietzsche dizia que aquele que aceita essa tal condição
complexa, pois seria aquele que experimenta, que recria o tempo todo
discernimentos, que abre mão e agarra seu presente... Agarra as ilusões e as
tritura até que novos anseios, novas fomes e sedes apareçam, até que novos
horizontes o absorvam (amor fati).
